sábado, 20 de fevereiro de 2010

Exceto


E então os conflitos se acalmam, mas deixam de ser conflitos e se tornam problemas.
É, será mesmo que toda rotina tem a sua dificuldade? Nunca estaremos em paz constante?
E quando a resposta é mais confusa do que a pergunta, os nervos se afloram.
Você deseja então, nunca ter perguntado. Talvez seria melhor assim.
E as vontades? Por quê são proibidas já que você não as escolhe?
Um manual por favor, imploro.
O que é certo e o que é errado eu não sei. Aliás, sei mas não entendo.
É difícil controlar algo indomável. Eu diria ser impossível até.
Escolha feita inconsciente, com a razão tapada pelo coração.
Seria pecado amar? O que não pode ser sentido na pele, não deveria existir.
Mas pra toda regra há uma excessão, pra dar graça ou até mesmo tirá-la do jogo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Queda livre no vácuo


E então, oportunidade perdida, pé na ferida, desenfreada vida
Vida que vai trilhando seu caminho sem olhar quem fica
E afinal quem vai? Quem é capaz de acompanhar o ritmo da agitada vida?
Não é para os fracos a herança, nem pros trapaceiros. Talvez para os humildes de coração.
Quero um exoesqueleto, meus sentimentos não ficam dentro de mim, não se acomodam, se expandem. Quem sabe assim não se conteriam?
E em se comparando com a vida animal, queria ser um peixe.
E quando me cansasse das turbulências, simplesmente me deixaria levar, livre, pelo imenso oceano.
Se a vida é feita de encontros e desencontros, de doar e receber, me contentaria em encontrar um cardume, ou até mesmo servir de alimento para um peixe maior faminto.
É o ciclo da vida, o grande ciclo da vida.