sexta-feira, 8 de abril de 2011

Indescritível

Na liberdade das palavras encontrar a privação do consciente.
Não saber se expressar com palavras faladas é não poder fazê-lo.
Quem entenderia? Quem precisa entender não pode.
Feliz seríamos, mas só. Só. Solitários.
Por medo de arriscar, os eus líricos são limitados, limitados ao inevitável.
Mas queriamos mesmo ser sem fronteiras. Ai de nós! Não podemos simplesmente
mergulhar nas próprias experiências e querer que todos as compreendam.
Inocentemente agindo, não se prevê a indiscplicência de quem é informado.
Aliás, quase nunca se espera que nos analisem. Erro.
Indiferentemente agindo com nós mesmos, é imperceptível a compreensão alheia.
Areia de ampulheta. Não importa o que se passa, ou se é necessário esperar. Simplesmente
flui em seu limitadíssimo segundo. Cai como a mente, sonolenta, silenciosa, que só se descreve com sentimentos e palavras escritas, que não podem ser faladas, porque não são decifradas pela voz.